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MEIGA HEROÍNA
(Elpídio de Cunha Rezende)
Dezembro – mil novecentos e noventa e oito,
Destaco neste mês o dia nove.
Sempre, não sei por que, me deixa afoito,
Pois algo nesse dia me comove.
Há oitenta anos caminhas nesta vida.
Olhos postos em Deus onipotente,
Meiga heroína de cabeça erguida,
Impávida, olhando sempre em frente.
Nesses versos singelos que hoje faço,
Faço chegar a você humildemente
O calor amigo deste abraço.
Estes versos eu não os fiz a esmo.
Aceite-os, Tereza, este é o meu presente,
Pois eles são pedaços de mim mesmo.
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