Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, nasceu no Rio de Janeiro em 1865 e aí morreu em 1918. É um dos melhores poetas do Parnasianismo Brasileiro e, junto com Alberto de Oliveira e Raimundo Correia forma a Tríade Parnasiana. Sua poesia apresenta várias temáticas. Dentro da linha tipicamente parnasiana, escreveu poemas sobre quadros referentes à antigüidade, como, por exemplo, em A Sesta de Nero e O Incêndio de Roma.

Abordou também fatos da história brasileira, como em O Caçador de Esmeraldas, onde exalta a figura do bandeirante Fernão Dias Paes. A par disso, sua obra expressou seu mundo interior através de poesia lírica, amorosa e sensual, em que abandona o tom comedido da escola.

Em 1887 iniciou carreira de jornalista literário e, em 1888, teve publicado seu primeiro livro, Poesias. Nos anos seguintes, publicaria crônicas, conferências literárias, discursos, livros infantis e didáticos, entre outros.

Republicano e nacionalista, escreveu a letra do Hino à Bandeira e fez oposição ao governo de Floriano Peixoto. Foi membro-fundador, em 1896, da Academia Brasileira de Letras, em que ocupou a cadeira nº. 15, que tem Gonçalves Dias por patrono. Em 1907, foi o primeiro a ser eleito “príncipe dos poetas brasileiros”, pela revista Fon-Fon. De 1915 a 1917, fez campanha cívica nacional pelo serviço militar obrigatório e pela instrução primária.

Destaca-se em sua obra poética o livro póstumo Tarde (1919). Parte das crônicas que escreveu em mais de 20 anos de jornalismo está reunida em livros, entre os quais Vossa Insolência (1996).

Bilac, autor de alguns dos mais populares poemas brasileiros, é considerado o mais importante de nossos poetas parnasianos. No entanto, para o crítico João Adolfo Hansen, "o mestre do passado, do livro de poesia escrito longe do estéril turbilhão da rua, não será o mesmo mestre do presente, do jornal, a cronicar assuntos cotidianos do Rio, prontinho para intervenções de Agache e a erradicação da plebe rude, expulsa do centro para os morros".

Além de poeta parnasiano, cronista, contista, conferencista e autor de livros didáticos, Olavo Bilac deixou também, na imprensa do tempo do Império e dos primeiros anos da República, vasta colaboração humorística e satírica, assinada com os mais variados pseudônimos, entre os quais os de Fantásio, Puck, Flamínio, Belial, Tartarin-Le Songeur, Otávio Vilar, etc., assinando, em outras vezes, o seu próprio nome.

No seu principal livro, Poesias, incluiu Bilac alguns sonetos satíricos, sob o título de Os Monstros. Escreveu livros em colaboração com Coelho Neto, Manuel Bonfim e Guimarães Passos, sendo que, com este último, o volume intitulado "Pimentões", de versos humorísticos.
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